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Pensando Alto - em voz alta


SESSÃO NOSTALGIA

Acho que, com a idade, a gente vai ficando bobo, nostálgico e chorão. Eu sempre fui chorona - coisa de família. Lembro do meu tio Fernando chorando em algumas cenas de novela. Portanto... E eu ando assim, às vésperas de completar 50 anos, voltando ao passado e chorando, choromingando. Saudade da minha infância. Não que a minha vida hoje não seja feliz. Aliás, nunca imaginei que fosse possível ser completamente feliz estando casada. Explico: não gosto de dar satisfação a ninguém, não sei lidar com desentendimentos, brigas e caras feias, adoro a minha liberdade, quero fazer as minha coisas na hora em que eu achar melhor. Então, eu imaginava que seria muito difícil me manter ligada a alguém, assim, dia após dia, dormindo e acordando com a mesma pessoa. Mas... a vida dá muitas voltas e tudo acontece na hora certa. Depois de 5 anos com João Miguel, continuo não gostando de brigas (prefiro romper - sou radical), continuo com liberdade de ir e vir e fazendo o que eu quero na hora que eu prefirir. Nunca brigamos. Temos, realmente, um casamento feliz, pleno e absoluto.

Mas não é sobre casamento que eu quero falar. Isso foi só um parêntese. Estou falando de lembranças.

Em outubro, a gente foi ao Rio passar um fim de semana. Fiz questão de levar João Miguel a Laranjeiras e mostrar a ele o prédio onde morei.

 à direita, meu prédio. à esquerda, o muro do Fluminense.

O prédio está mudado: tiraram umas jardineiras, colocaram umas grades, mas foi chegar ali e um filme passou na minha cabeça. Lembrei do tempo que passeava de velocípede à noite, com meu pai, naquela calçada - eu, Guga e Pedro Fernando, meu primo; de, nas férias, já na adolescência, descer todos os fins de tarde para comprar um picolé da kibom na carrocinha que passava pela rua todos os dias; do parque do palácio do governo onde a gente brincava; do castelo da bruxa (uma casa antiga e abandonada, que tia Stella dizia que era de uma bruxa); dos paredões de pedra da Pinheiro Machado, por onde passava todos os dias para chegar à faculdade, que ficar a 500 metros de casa; e do Fluminense, pra onde eu olhava toda vez que chegava à janela.

O Fluminense é um clube lindo e fica numa rua linda, a Álvaro Chaves - que também era a minha rua. O salão de festas é famoso pelos vitrais. Até flamenguista faz festa de 15 anos ali - que ninguém duvide!

os famosos vitrais

No início do blog, num dos posts, eu falei que, quando era pequena, via Garrincha saindo do Fluminense com uma certa frequência e Pedro, meu primo, testemunha desse tempo, me chamou a atenção: Garrincha nunca jogou no Fluminense! Como assim? Foi sonho, então?! Conversando com tia Stella, ela esclareceu: Garrinha treinou no Fluminense e, muitas vezes, passando na frente do nosso prédio, falou com a gente. E mais: paquerava a babá de Pedro Fernando - Terezinha.

a portaria do clube



Escrito por escrito por Sônia às 09h01
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