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Pensando Alto - em voz alta


Não acredito! Fiquei tanto tempo sem acessar o meu blog que não sabia mais como entrar aqui

De volta!



Escrito por escrito por Sônia às 16h59
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A PEDIDOS...

A carta de Cleomar:

“Um dia, uma noite, algum boêmio sempre pede a saideira e os garçons nunca gostam dessa história. Mas, o certo é que sempre chega a hora da última saideira. Dessa vez, chegou minha hora, meu último gole.
Eu, pessoalmente, não diria que estou indo contrariado. A hora e a vez de Matagra. Afinal de contas, soube beber com sede de aprendiz o melhor que havia na taça que a vida me ofertou. Uma taça lavrada, rescendendo a conhaque.

Nadei nas águas mornas de Arembepe, conheci Raulzito quando ele ainda se juntava aos seus panteras, com Thildo Gama e outros, vi Caetano, Moraes Moreira, Pepeu no encontro de trios, enquanto o poeta apontava com a mão a Baía de Todos os Santos. Arpoei caramuru, tirei polvo da toca, garanti as moquecas da minha adolescência, fui recordista de natação, ungido por Oxalá.

Fui bom de porrada, fiz meu nome nas turmas de rua do Lago dos Aflitos, joguei futebol e, nos babas, ganhei o apelido de “Leonam” onde sou conhecido assim até hoje. Fui batizado nos puteiros da Ladeira da Montanha, conheci Mestre Pastinha e Mestre Bimba, vi meu “Bahêêêa” ganhar para o escrete do Santos e Waldemar Santana encher Hélio Gracie de porrada.
Conheci os mistérios dos becos e ladeiras da velha Salvador, fui amigo de Cid Teixeira, Capinam, Guido Guerra e Luís Orlando, encarei dois anos de internamento no Hospital das Clínicas, tive febres diárias, colecionei escaras coloridas, vibrantes e sangrentas, decepcionei laudos médicos, busquei o tempo que eu queria da minha vida.

Um dia, uma brisa morna me carregou para o colo da bela Aracaju, onde eu soube ser feliz, no tempo que me restava. Aqui, bebi os melhores conhaques da minha vida, amanheci nas libações madrugadoras com o amigo-irmão José Eduardo Sousa, soube ouvir o violão de Pantera, a melodia de Paulo Lobo, o blues de Soyan, as conversas de Mariano e Bel nas andanças do Imbuaça. Aqui, plantei amigos, colhi irmãos, como o grande parceiro Gilson Sousa. Aqui, ouvi a melodia do Cataluzes, comi o melhor pirão de caranguejo do Pastelão, me fartei dos mistérios culinários da cozinha de Camilo.
Nessa terra, amei mulheres que reverencio até hoje. Fiz poemas para algumas, embriaguei-me com outras. Como esquecer do sorriso de Arlinda, que ganhou o mundo e acabou na Sorbonne? Como esquecer do sorriso sacana de Ana Paula? E os finais de tarde no Mosqueiro? E o chiado da tainha na frigideira do Bar de Nem? E a amizade terna da turma do JORNAL DA CIDADE e da Aperipê TV?
Um velório como queria:
música, Domec e cerveja
Como esquecer da lealdade de meus irmãos a vida inteira? E de Christina Brandi, cunhada que se tornou irmã? E da cumplicidade do irmão Chico Neto, que trilhou a vida inteira os caminhos do bom jornalismo, ético e honesto?
Um dia, o velho barril de carvalho pinga sua última gota de conhaque. E o poeta se despede de tudo, sem tristezas nem vexames. Apenas sabendo que cumpriu seu papel com dignidade, com honestidade e com um brilho de crianças nos olhos.
Quem sabe, eu encontre o amarelo dos girassóis nesse novo caminho?
PS: Os amigos estão convidados para a última saideira no Bar do Camilo, assim que terminar o sepultamento. Já está pago.”



Escrito por escrito por Sônia às 20h04
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Cleomar Brandi

Há uma semana, perdi o meu amigo Cleomar Brandi. Ele nos deixou e, com certeza, está no céu, que é lugar de anjo, de passarinho, de sol, de lua e estrela. Cleomar era tudo isso e muito mais. Nossa amizade é de 1985, quando chegamos a Aracaju - eu do Rio e ele de Salvador - para trabalhar na TV Aperipê - TV Educativa de Sergipe. Começamos juntos a fazer a história da TV Aperipê. Nós e mais algumas dezenas de amigos queridos. Todos muito tristes, hoje, com essa perda. Cleomar usava uma cadeira de rodas. Aos 17 anos, um vírus o levou para um hospital, onde passou dois anos. Depois, mais 6 de cama, em casa, com febrões, escaras e dores. Até que um dia, ele acordou molhado de suor e sentindo um perfume forte de flor por todo o quarto. De repente, sentiu energia suficiente para deixar a cama. E para ela, só voltou para dormir, todas as noites, por 4 ou 5 horas, apenas. 

Cleomar amava a vida, as palavras, as mulheres, os livros, o jornalismo e os amigos. Não exatamente nessa ordem, mas para ele tudo isso era muito importante. Ele também gostava da natureza, do mar, onde costumava nadar sempre que podia.  

Cleomar e Deda

Em Aracaju, Cleomar era O jornalista. Todos queriam fazer um estágio com ele, todos queriam beber dessa fonte de sabedoria, todos queriam desfrutar da companhia dele. Era uma unanimidade, um boêmio, um sedutor, gentil e generoso. Ao logo dos anos, como se a paralisia fosse pouco, Cleomar teve câncer, diabetes, erisipela, problemas de coração e humor, muito bom humor. Nunca vimos Cleomar reclamar da vida ou das dores que sentia diariamente. Nunca parou de trabalhar, tinha, sempre, 2, 3 ou 4 empregos. E tempo para os amigos, para muuuitos amigos. O aniversário dele, 18 de janeiro, já era uma data importante no calendário da cidade. Sempre começava no sábado, às 10 da manhã e invadia o domingo, sem dó.

Os pouquíssimos inimigos de Cleomar eram por conta das mulheres. Elas não resistiam ao cavalheirismo, à inteligência, à poesia de Cleomar. Elas se derretiam pra Cleomar e por Cleomar. E isso, muito homem não conseguia entender. Ele se divertia com isso...

Cleomar e o livro que escreveu

Quando soube da morte dele, só pensei em Arlinda, o grande amor da vida dele. Há muitos anos, ela tinha saído de Aracaju para Brasília. Depois, para a Bélgica e em seguida, para a França. Mas, soube que ela estava em Aracaju, ao lado dele no hospital, que tinham feito uma oração juntos 15 minutos antes. Gilson, amigo e parceiro de Cleomar, disse que ele morreu tranquilo, apenas fechou os olhos e parou de respirar.  Pouco tempo antes, havia confessado que estava cansado, que a alma precisava descansar. Afinal, foram 65 anos de luta diária, constante. Cleomar foi incansável, um verdadeiro vencedor, um exemplo de superação e resistência.  

na casa de Wilson Goes

Antes de morrer, Cleomar deixou uma carta, onde ele conta o que viveu de bom e se despede: Um dia, o velho barril de carvalho pinga sua última gota de conhaque. E o poeta se despede de tudo, sem tristezas nem vexames. Apenas sabendo que cumpriu seu papel com dignidade, com honestidade e com um brilho de crianças nos olhos. Quem sabe, eu encontre o amarelo dos girassóis nesse novo caminho?
PS: Os amigos estão convidados para a última saideira no Bar do Camilo, assim que terminar o sepultamento. Já está pago.”

E tudo aconteceu como ele queria: cantoria no velório e a saideira no Bar do Camilo, após o sepultamento.

Cleomar, que saudade de você...!



Escrito por escrito por Sônia às 16h56
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Acho muito engraçado esses atletas - de futebol, volei, atletismo e outras modalidades - dizerem que jogam, correm, nadam e saltam pelo Brasil. Porra nenhuma... não acredito nisso. Eles até choram quando toca o hino, mas é que o hino nacional emociona. Ponha o hino pra tocar na praia, na cozinha ou num circo e eu choro. Facinho, facinho. Eles jogam, correm, nadam, saltam e o escambau por dinheiro. Tanto é que oferecem mais dois tostões pra pra um jogador ir pro fim do mundo e lá vai ele, feliz da vida, sonhando com os cifrões. Só acredito nesses "patriotas" quando vir um deles recusando propostas faraônicas no exterior (porque acha que precisa estar aqui se quiser jogar na seleção), permanecendo no mesmo time (porque tem amor ao time) ou declinando dos salários estratosféricos (porque joga pelo país). Então, que assumam! Eu jogo porque quero ganhar dinheiro, muito dinheiro. Eu troco de time porque quero ganhar cada vez mais. Eu vou jogar no cu do mundo porque quero ficar rico! Não é mais honesto?



Escrito por escrito por Sônia às 17h21
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 Eu gosto dessa época junina - em termos. Adoro a comida e a música (forró de verdade). Mas não tenho saco de assistir a uma quadrilha. Não tem a melhor graça. Todos se vestem iguais e dançam iguais. E o que é pior: com aquela tremedeira estranha nos ombros. Parecem portadores do Mal de Parkinson - em crise. De onde tiraram isso??? Por que essa dança? E por que todos iguais??? Se é assim, eu prefiro não ver. Continuo a pensar em quadrilha como no tempo em que eu era criança e a gente dançava rancheira na escola.



Escrito por escrito por Sônia às 21h17
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CARA DE PAU

No país onde nasceram Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Vinícius de Moraes, Gonzaguinha e tantos outros deste naipe, como diz a minha amiga Renatinha,  aparece uma coisa dessa aí, abaixo. O clip está 'a altura da letra e melodia. Vale a pena ver todo. É uma coisa inacreditável. Depois, a coisa fica ecoado na cabeça...não sai fácil, parece carrapato.

Eles poderiam se justificar: nós poderíamos estar matando, nós poderíamos estar roubando....Então, vamos deixar pra lá. Afinal, tem gosto para tudo. Graças a Deus!



Escrito por escrito por Sônia às 09h33
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CUTE CUTE

 

Tem coisa mais linda, mais meiga, mais doce que os jogadores de futebol "executando" uma coreografia...?

 

Eles estão sempre inventando e, a cada jogo, se superam em criatividade. Fazer gol, agora, tem outro gostinho. É a chance de fazer uma dancinha com os coleguinhas!

 

Se tem uma parte que eu gosto num jogo, é essa: quando eles fazem um gol e correm para se reunir e dançar. Todos tão sintonizados, ensaiados... Gosto de ver o jeitinho deles, o molejo... uma graça, mesmo!



Escrito por escrito por Sônia às 12h18
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Lembro do tempo em que as comissárias de bordo eram chamadas de aeromoças. Elas tinham que ser jovens, lindas, altas, magras, não podiam usar aparelho nos dentes. Pareciam umas capas de revista. Este era o emprego dos sonhos de muitas meninas. E a fantasia sexual de muito homem (traçar uma passarinha). Ser aeromoça era quase como ser uma miss! Sua prima é aeromoça?! uau... deve ser linda!!!! Confesso que sempre achei estranho alguém desejar ser aeromoça. Nunca entendi direito esse desejo! A pessoa viaja o tempo todo, beleza! Mas, trabalhando, servindo os passageiros, muita gente mal educada e grosseira. Só vê as cidades de cima, só fica conhecendo os aeroportos e os hotéis e, geralmente, são exploradas pelas empresas, que não dão uma folga decente. Ficam longe da família e dos amigos. Então, alguém me explique: onde está o prazer nisso?



Escrito por escrito por Sônia às 18h22
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Fim de semana

Mais uma vez, a faxineira, que não é mais Zenália, e sim Inês, deixou-nos na mão. Segunda vez, seguida, que ela não vem. É sempre assim: depois que falta, ela liga pra dizer que não pôde vir - como se eu não soubesse que ela nao veio... Alô, dona Sônia...eu não pude ir ontem... Jura? Eu nem percebi! Agora, não quero mais. Por conta disso, tive que tomar uma atitude: limpar a casa e passar a roupa (de duas semanas!). Não, eu não suporto esse trabalho doméstico. Mas tive que fazer. Uma questão de sobrevivência. Limpei os banheiros e tirei o pó de tudo. Aproveitei para limpar a minha pequena prateleira de livros (não trouxe todos de Aracaju), colocar os livros em ordem e organizar minhas quinquilharias de viagens. Tava tudo misturado: guias de turismo com livros de arte; as casinhas gregas com as "casinhas" inglesas (parlamento, Abadia de Westminster, London Bridge); o Menino Jesus de Praga de papo com Petrus, o pelicano mascote de Mikonos; as matrioskas quase interrompendo o coito animado dos porquinhos ingleses; e um mexicano cochilando na porta da prefeitura de Munique. Além de limpar cada porcariazinha dessa, botei ordem na prateleira. Assim fiz com os livros, limpei um por um, deixei todas as lombadas para fora e ordenei por tema - Inês não via a menor diferença nisso. Ainda deixei um siri tomando conta!

      

     

Depois do almoço, ainda enfrentei uma pilha de roupas. E eu pergunto: o que é passar uma camisa social de manga comprida, hein?! Eu passei 12!!!!! Com aqueles punhos e tudo. Pelo direito e pelo avesso. E com cheirinho da Trussardi. Não terminei ontem, claro. Terminei hoje, 'as 2 horas da tarde. É preciso dizer que João Miguel ajudou passando o aspirador e um pano úmido na casa toda. Trocou as toalhas, botou roupa para lavar, pendurou e fez nosso jantar. Ainda providenciou um fime pra gente ver e tornou, mais uma vez, a nossa noite inesquecível. 

Vou falar pra vocês: eu sou feliz pra caralho! 



Escrito por escrito por Sônia às 16h18
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Barack Obama esteve por aqui e o que muito se comentou, além da extrema simpatia dele, foi a elegância da mulher, Michelle. Elegância? Como assim? Ela é bem vestida, é bonita, simpática... Mas elegância relacionada à postura, ela não tem. Aliás, ela é um pouco curvada - um problema típico de quem é muito alto - pendendo para a frente. E a filha mais velha também!

Mas por que as pessoas insistem em dizer que ela é elegante? Não precisa exagerar, não é, não?! Fala que é bonita, que é simpática, que é alta...mas elegante????

 

Elegante é Carla Bruni, primeira dama da França - desde a postura (até porque ela foi modelo) ao trato com as pessoas, com os funcionários do palácio etc. Elegante era Jacqueline Kennedy, Grace Kelly... Dá pra comparar?



Escrito por escrito por Sônia às 16h01
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DÚVIDA...

Leio na página de uma amiga minha, no Facebook, a seguinte frase: "quero um marido rico" ou coisa do gênero, não me lembro mais. Tomo um susto, falo com ela e ela me explica que é fadiga pós-carnaval. Sei que ela estava brincando. Mas, a cada dia me deparo com uma situação semelhante: uma mulher rezando por um marido rico, implorando, desejando e suspirando por um trouxa que lhe pague as contas - seja marido, pai, namorado ou mesmo um "senhor que a ajude". Serve qualquer coisa. E o preço, qualquer um. Será preguiça? Ou caráter equivocado, dignidade capenga?



Escrito por escrito por Sônia às 18h19
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PROGRAMA DE DOMINGO

Tem amanhecido uns dias lindos, embora, depois, acabem em chuva. Mas, até às 2 da tarde, o sol é garantido. Acordei, hoje, pensando em pegar um sol na piscina aqui do prédio, mas o programa foi outro: em vez de solzinho, fomos escolher um lugar para Bruna ficar em Nova Iorque. A minha amiga Ângela havia mandado algumas opções e escolhems uma delas: um hotel-residência no east side, rua 72, a 4 quadras do Central Park. Localização melhor, impossível! Café da manhã e jantar, ar-condicionado, ponto de ônibus e metrô pertinho, para ela ir ara a escola e para a ONU, onde ela fará um estágio de 3 meses, no departamento de TV.

Foi uma manhã deliciosa fazendo isso...é como se eu fosse viajar.

Quero  muito que ela aproveite esse tempo por lá. E já avisei: feriado de 4 de julho, tem que ir pra Washington! Nos fins de semana, dá uma emendadinha na sexta e vai pra Boston, Chicago, Toronto e Niagara. Quem sabe, dá pra ir a Québec!



Escrito por escrito por Sônia às 19h50
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SESSÃO NOSTALGIA

Acho que, com a idade, a gente vai ficando bobo, nostálgico e chorão. Eu sempre fui chorona - coisa de família. Lembro do meu tio Fernando chorando em algumas cenas de novela. Portanto... E eu ando assim, às vésperas de completar 50 anos, voltando ao passado e chorando, choromingando. Saudade da minha infância. Não que a minha vida hoje não seja feliz. Aliás, nunca imaginei que fosse possível ser completamente feliz estando casada. Explico: não gosto de dar satisfação a ninguém, não sei lidar com desentendimentos, brigas e caras feias, adoro a minha liberdade, quero fazer as minha coisas na hora em que eu achar melhor. Então, eu imaginava que seria muito difícil me manter ligada a alguém, assim, dia após dia, dormindo e acordando com a mesma pessoa. Mas... a vida dá muitas voltas e tudo acontece na hora certa. Depois de 5 anos com João Miguel, continuo não gostando de brigas (prefiro romper - sou radical), continuo com liberdade de ir e vir e fazendo o que eu quero na hora que eu prefirir. Nunca brigamos. Temos, realmente, um casamento feliz, pleno e absoluto.

Mas não é sobre casamento que eu quero falar. Isso foi só um parêntese. Estou falando de lembranças.

Em outubro, a gente foi ao Rio passar um fim de semana. Fiz questão de levar João Miguel a Laranjeiras e mostrar a ele o prédio onde morei.

 à direita, meu prédio. à esquerda, o muro do Fluminense.

O prédio está mudado: tiraram umas jardineiras, colocaram umas grades, mas foi chegar ali e um filme passou na minha cabeça. Lembrei do tempo que passeava de velocípede à noite, com meu pai, naquela calçada - eu, Guga e Pedro Fernando, meu primo; de, nas férias, já na adolescência, descer todos os fins de tarde para comprar um picolé da kibom na carrocinha que passava pela rua todos os dias; do parque do palácio do governo onde a gente brincava; do castelo da bruxa (uma casa antiga e abandonada, que tia Stella dizia que era de uma bruxa); dos paredões de pedra da Pinheiro Machado, por onde passava todos os dias para chegar à faculdade, que ficar a 500 metros de casa; e do Fluminense, pra onde eu olhava toda vez que chegava à janela.

O Fluminense é um clube lindo e fica numa rua linda, a Álvaro Chaves - que também era a minha rua. O salão de festas é famoso pelos vitrais. Até flamenguista faz festa de 15 anos ali - que ninguém duvide!

os famosos vitrais

No início do blog, num dos posts, eu falei que, quando era pequena, via Garrincha saindo do Fluminense com uma certa frequência e Pedro, meu primo, testemunha desse tempo, me chamou a atenção: Garrincha nunca jogou no Fluminense! Como assim? Foi sonho, então?! Conversando com tia Stella, ela esclareceu: Garrinha treinou no Fluminense e, muitas vezes, passando na frente do nosso prédio, falou com a gente. E mais: paquerava a babá de Pedro Fernando - Terezinha.

a portaria do clube



Escrito por escrito por Sônia às 09h01
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4 de dezembro

Corina, minha amiga querida!

Feliz aniversário! Que os deuses continuem fazendo de você essa pessoa iluminada, que espalha alegria e bom humor por onde passa!

Grande beijo!



Escrito por escrito por Sônia às 00h29
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ASTERÍSTICO!

Eu não acredito que alguém fale "asterístico"... mas falam. E quando você ouve de um jornalista???? Cruzes!



Escrito por escrito por Sônia às 20h35
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